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O Método de reconstrução e interpretação de um texto filosófico (baseado na aplicação de métodos modernos de exegese histórico-medieval)

Robert Goczał

A estrutura organizacional dos textos filosóficos, especialmente sobre a filosofia medieval, descreve o quadro formal do trabalho final. Não podem por isso ser ignorados quando se discute os métodos de reconstrução e interpretações filosóficas, as metodologias específicas do método organizacional, ambas próximas da prática medieval de universidades como Paris e Oxford e outras escolas neotomistas que analisam as questões da Filosofia clássica com base na epistemologia aristotélica de todo o conhecimento. A estrutura organizacional, que poderia ser chamada de fase preliminar de análise é uma ferramenta metodológica indispensável que contribui significativamente para a continuação da aplicação correcta dos métodos de interpretação, assim como a complexa totalidade essencial do trabalho. A estrutura, que também pode ser chamada de „actividade de oficina”, „a prática”, não é nada menos do que um reflexo das formas que caracterizam a maneira medieval de ensino, como por exemplo nos Estudos Gerais nos mosteiros dominicanos.

Todos se lembrarão de um tipo de exercício de debate introduzido na escolástica medieval, chamado de disputas. Em tal disputa estavam envolvidos o respondens bacalaureus — interlocutor e oponens bacalaureus — adversário da discussão. Já para não falar de outras formas de discussão mais aprofundada, chamadas discussões cerimoniais Quodlibetales Questiones. Ora, o tipo de discussão, na escolástica medieval, e paralelamente a maneira de apresentação aceite na literatura contemporânea sobre o assunto, depende não apenas da sua estrutura temática interna, mas sobretudo da forma imposta, por provavelmente expressar melhor o carácter escolar do método escolástico de interpretação de textos. Tal método tenta aspirar a questiones diputatae ou questiones ordinariae das universidades medievais. Isto significa que, neste tipo de textos, se queira manter o método clássico de reconstrução e interpretação, não retirando nada da tradição da velha escola, e simultaneamente escrever um texto acessível para os leitores contemporâneos. E neste caso o texto apresenta uma estrutura hierárquica.

Ora, a estrutura interna da disputa escolástica foi influenciada tanto pela técnica como pelo valor lógico da argumentação utilizada. Entre os estudiosos medievalistas é sabido que muito cedo na educação escolástica foram estabelecidas regras simples acerca de argumentação valiosa, para auxiliaros iniciantes a adquirir as capacidades necessárias para negar e responder aos argumentos da disputa. Os tratados teológicos e filosóficos consistiam em comentários aos mais importantes tratados lógicos e teológicos, tendo uma construção semelhante à falada anteriormente. Os mais fa mosos eram os comentários às Sentenças de Pedro Lombardo, que representaram philosophia recepta, quase um manual filosófico comentado pelos mestres e os bacharéis na Faculdade de Artes. No entanto os mais hábeis neste método foram Tomás de Aquino, Alexandre de Hales, João Damasceno e São Boaventura. Os tratados do século XIV que continham as regras das discussões, criados nesta época, tratavam sobre a terminologia e pertenciam a uma nova lógica – terminista — diferente da estrutura de frases de Aristóteles. Todos estes tratados, quando vistos de perto, estavam repletos de especificações, de inúmeras distinções que determinavam as definições dos termos, das teorias sobre o valor dos „problemas insolúveis” (chamados Insolubilia). Introduziu-se também uma grande quantidade de regras de discussão, e de leitura de textos filosóficos, particularmente de Aristóteles. Muitos textos contemporâneos dedicados à filosofia medieval desejam ser um tipo de síntese da metodologia aristotélico-tomista de construção de conhecimento e da argumentação escolástica epistemológica.

Esta subtileza escolástica de distinções ilustra da melhor forma os textos no âmbito da lógica terminista, chamados Sofismos escolásticos. Os mais notórios são os textos de Pedro Halo, Ordinatio Guilherme de Ockham, Burley Walter, William Sutton, um membro do Merton College, e Thomas de Erfurt, que levanta a questão da gramática especulativa. A sua estrutura foi determinada por um enorme significado que seria atribuído na lógica terminista aos termos. Na teoria de conhecimento escolástica, onde se enquadra a lógica num sentido mais lato, e também a reflexão metafísica e metodológica, semiótica (então Doctrina signorum — teoria da determinação) assim como a gramática, o ponto de partida é o „termo”. Por esta razão nos textos contemporâneos, de acordo com a lógica terminista, frequentemente surgem tentativas de determinar o significado dos termos, especialmente devido ao motivo da função que exercem na frase e na argumentação, porque a correcta forma do seu uso depende sempre do seu significado. A determinação do significado ou o significado do termo na semiótica escolástica (doctrina signorum) é a sua definição. Hoje, essas definições podem ser encontradas em dicionários ou outras obras, tais como índices desenvolvidos na enciclopédia. No entanto é diferente a aplicação e função que o conceito tem nas frases de um dado sistema para que chamam a atenção muitos estudiosos aquando da reconstrução e interpretação dos textos filosóficos explorados. Aqui estamos a lidar com a chamada teoria escolástica de suposição, que é a criação completamente original da lógica medieval, desconhecida na antiguidade. Era aliás por isso que os escolásticos distinguiam o conceito de significado ou a determinação do conceito de substituição (suppositio). A questão da suposição é, todavia, uma disciplina autónoma de estudo. Finalmente, não se poderá deixar de mencionar que um dos seus primeiros promotores foi Pedro, o Espanhol, que introduziu a divisão tripla da suposição: a simples, a pessoal e a material.

Exemplo:

A suposição como a substituição do objecto (terminus substantius). Também conhecida como suposição pessoal, onde o termo comuné é substituído por um termo singular. Por exemplo na frase: „Homem corre” o termo homem é substituído por um indivíduo concreto.

Esta especificidade de lógica terminista desarmonizou as escolas filosóficas, estabelecendo uma linha de demarcação entre os realistas e os nominalistas. Ao contrário de Pedro, o Espanhol e Duns John Scotus (realistas), para Ockham o termo „homem” na frase: „Homem é uma espécie” não substitui nada mais do que um termo que se encontra no intelecto durante a formulação da opinião — quer dizer a intenção da alma (intentio animae).

Na elaboração da estrutura dos textos contemporâneos inclui-se também uma forma de exercícios escolares chamadas na escolástica obligatoria. Obligatoria é uma afirmação, com a ajuda da qual quem responde é obrigado a fazê-lo positiva ou negativamente a obligatum. O conteúdo do teorema (positio) não é o mais importante, o que é importante é a coerência formal, que permite manter o teorema sem uma contradição formal, o que parece ser a forma mais adequada de conduzir a argumentação em todas as discussões filosóficas. Essa discussão escolástica teve como objectivo principal o exercício formal, durante o qual tentava-se apanhar o mestrando que respondia a pronunciar uma contradição interna. Assim, o uso deste método de conduta da argumentação pode ser considerado indispensável para a manutenção da fluidez de exposição sem cair em dissonâncias científicas. Isso também permitiu, por um lado, evitar erros de lógica, linguísticos e as contradições nas opiniões formuladas e, por outro, apresentar a questão na sua plena dimensão analítica e histórica. Por outras palavras, deve-se monitorizar constantemente o decorrer da argumentação de forma a não perder o fio à meada, precisar até nas frases simples e a terminologia que suscite dúvidas. No entanto caso, em caso de não conseguir aplicar no corpo do texto os sinónimos ou construções das frases adequados, que permitam ao leitor entender a ideia do autor, tais fragmentos deverão ter uma anotação explicativa. Cada anotação não só sistematiza o texto principal, mas também o pormenoriza, através da inclusão da indispensável literatura explicativa. Além disso, em fragmentos que contenham referências à literatura em língua estrangeira, deve citar-se o texto em causa como base para o argumento. Nos textos em Latim podem surgir muitas abreviaturas e siglas, que devem ser desenvolvidas. Por exemplo, o termo latino „Pium Fratrem” (Santo Irmão) é por vezes mostrado na sua forma abreviada „P. Fr.”. Este tipo de abreviaturas foi um elemento frequente na literatura latina. A maioria das abreviaturas tem a ver com a forma e especificidade da gramática latina medieval. Apesar da complexa ortografia, deve-se, para maior precisão, enumerar as abreviaturas e vários outros elementos específicos do idioma. Isso representa um tipo de exercício, mas ao mesmo tempo, durante o estudo, torna-se o contexto da análise em si.

Voltando a estes exercícios escolásticos, ou à destreza da discussão, ao obligatorium, deve-se lembrar que não constituem apenas uma diversão lógica, mas um exercício muito sério que exercita nos jovens a capacidade do pensamento formal. No entanto, o conteúdo, nesta fase, na Idade Média, não era tão importante. Desta forma, o objecto da disputa poderia ser um outro tema da filosofia escolástica, por exemplo o „status” ou causa de conceitos gerais na lógica de um filósofo — à luz do debate medieval sobre os universais, ou, simplesmente, um dos temas do „conceptualismo”.

Exemplo:

A) Realismo conceptual extremo: Platão, Sto. Agostinho, Porfírio, Boécio, Aeropagita Pseudo-Dionísio, William de Champeaux, João Damasceno, Gerbert de Aurillac Alcuin, Odo de Tournai, João Duns Scotus, João Scotus Eriugena, Bernardo de Clairvaux, Anselmo de Laon, Raymond Lull. Escola de Chartres: St. Fulbert, Bernard de Chartres, Berengário de Tours, Iwon de Chartres, Peter Lombard, Gilbert de Poitiers, Teodorico de Chartres, William de Conches, João de Salisbury, Lanfranc de Canterbury.

B) Realismo conceptual moderado: Aristóteles, Giles Roman, Remigio de Auxerre, Alberto Magno, Gerardus de Monte, Lambertus de Monte, Hardewyck, João Damasceno, Alcher de Clairvaux, João de La Rochelle, Sto. Tomás de Aquino, Henrique de Gante, Hugon de St. Victor, Richard de St. Victor, Godofredo de Fontaines, Pedro de Auvergne, Henrique Bate de Malines, Pedro Torres, Alexandre de Hales, Sto. Boaventura, João Buridan.

C) Nominalismo, conceptualismo, terminismo, materialismo: Eric de Auxerre, Roscelin, J. Metz, Durand de Sancto Porciano, Rambert de Lille, Peter Abelard, Arnaldo de Brescia, Peter Aurioli, Alexandre de Afrodisia, João de Salisbury, Guilherme de Ockham, David de Dinant, J. Stapulensis Faber, João Gerson, Roger Bacon, Gregório de Rimini, Amalric de Bene, um carmelita, Giordano Bruno, Pompanazzi Pietro, João Szylling, Gregório de Stawiszyn, Martin Śmiglecki, Oxford (A. Woodham, R. Holcta, William de Heytesbury, R. Billingam., C. Langley, Alberto de Saxônia, João de Dumableton), Paris (João de Mirecourt, Nicolau de Autrecourt).

No entanto, a metodologia continua a mesma. Na reconstrução e interpretação dos textos filosóficos não se pode esquecer um perigo grande, sobre o qual se lembrariam com certeza os professores escolásticos, relacionado com o fascínio pelo lado formal de uma dada discussão ou disputa. Tal poderia levar a perder de vista o significado das palavras (vis sermonis) ou uma forma comum de as usar (usus loquendi). Isso podia, muitas vezes, afectar o conteúdo essencial das teses e o significado das fontes do texto em estudo. Deve-se ressaltar, entretanto, que nos tratados científicos trata-se de „união da experiência filosófica” – usando as palavras de Gilson – e não da diversão intelectual. Isso, no entanto, não deprecia o valor científico e de investigação de uma dada obra, mas uma análise minuciosa, incluindo a elaboração das questões históricas, apenas é possível com uma estrutura organizacional adequada, tendo conhecimento do sistema de categorias da filosofia escolástica. Isso também permite que se veja o sentido e o contexto mais amplo todo o estudo, de igual forma que se veja a verdade – „no instante da luz do relâmpago”.

A crença fundamental subjacente a um estudo de qualidade deve estar profundamente enraizada no passado filosófico das disputas meta-lógicas, que deram a origem às teorias modernas após a crise cartesiana. Gilson diz o seguinte:

„(…) A História da Filosofia faz parte da própria Filosofia num grau muito maior do que a história da ciência faz parte da própria ciência. É possível ser, de facto, um bom cientista, sem ter um conhecimento particularmente vasto da história da ciência, mas ninguém é capaz de alcançar resultados notáveis no seu próprio pensamento filosófico sem antes ter seguido a história da filosofia. O primeiro capítulo da Metafísica de Aristóteles é, de facto, também a primeira história da filosofia grega conhecida e continua a ser um excelente exemplo de como esta história deve ser escrita, enquanto grande parte da história contemporânea da filosofia é geralmente escrita de uma forma não filosófica. A interminável cadeia de sistemas que se refutam reciprocamente estendendo-se desde Tales até Karl Marx, pode ser uma fonte de desespero, em vez de esperança, a menos que se consiga encontrar um fio condutor racional (…)”.

Tendo em conta o descrito acima, cada tratado filosófico deverá basear-se em componentes históricas e analíticas, e deverá também ser uma reconstrução histórica e analítica, escrita, recorrendo, entre outros, aos métodos escolásticos descritos acima, que se baseiam na teoria aristotélico-tomista da cognição.

A construção da obra impõe portanto uma forma de expressão, em termos de descrição — a clarificação. A análise da fonte tenta ser uma etapa condutora, mas nunca o é suficiente no estudo filosófico. Sem o contexto histórico, que é o fundo heurístico das abordagens apresentadas, a obra iria perder a união da experiência filosófica, ou não provocaria esse sentimento no receptor, que é o revisor por excelência.

No entanto, deve notar-se que o tratado filosófico pode-se escrever como uma reconstrução histórico-analítica ou focando apenas os seus próprios pensamentos. Além disso, deve ser lembrado que o ditado „quem mais escreve do que lê é um diletante” é correcto. Eu não me atrevo, naturalmente, a resolver este problema, mas provavelmente tanto uma como a outra forma de estudo filosófico poderá ser uma construção correcta.

Deve-se chamar a atenção para as críticas precoces e apelar à moderação nas opiniões sobre as obras de reconstrução histórico-analíticas. Tal não é tarefa menos exigente do que se concentrar exclusivamente nas suas próprias opiniões. Esse tipo de trabalho, que inclua um método específico de interpretação e a sua aplicação ao estudo do texto filosófico, torna-se já parte da análise. Em certo sentido, o trabalho preparado desta forma não permite a pura arbitrariedade. O autor do tratado torna-se o representante da tradição da escola filosófica em que sua obra nasce.

É claro que não levar em conta a retrospectiva histórica do problema — embora o método de análise do texto-fonte possa ser escolhida livremente3 — não deixa que o problema se esgote, e é mesmo duvidoso se se conseguirá descreve-lo ou defini-lo de forma correcta. Ter em conta a retrospectiva histórica, se tal existir, não nega a possibilidade de expressar os seus próprios julgamentos. No entanto, sem o contexto histórico do problema, esse julgamento parece ser impossível ou incerto, para não dizer estéril.

(Por exemplo a Professora Elżbieta Wolicka, na sua dissertação, realiza uma análise fenomenológica do „signo” na semiótica de João utilizando o sistema conceptual de Husserl).

O uso de todas as ferramentas de interpretação filosófica, que é realizada dentro de um dado sistema, incluindo a capacidade dialéctica de utilizar os métodos dedutivos e indutivos, assim como o uso das conclusões axiomáticas e formais, tornam mais fácil a passagem para outros problemas filosóficos, e a navegação entre eles com maior certeza do que sem a sua utilização. Para mim, este é um passo em direcção à competência e responsabilidade de praticar a filosofia.

Quando lemos tratados filosóficos em Latim, tanto dos escolásticos espanhóis como dos polacos, descobrimos sempre uma característica comum em ambas as correntes filosóficas. Ambas utilizam, nomeadamente, um manual de um autor estrangeiro e, tendo em conta o ponto de vista deste, fazem a interpretação e a análise. De seguida, durante a leitura, escrevem um comentário que inclui a descrição do lugar que dado tratado ocupa na totalidade da obra de Aristóteles, ou Tomás de Aquino, para depois, capítulo por capítulo, analisar o conteúdo de toda a obra. Isto é um método ideal de fazer filosofia, que garante a precisão e exactidão da utilização hermenêutica das ferramentas filosóficas, tais como a linguagem, a silogística da dedução e outras entidades de pensamento características do método axiomático-dedutivo. Qualquer esquema deste tipo — da prática filosófica escolástica — estava enraizado na teoria do conhecimento de um dos maiores pensadores da história, o príncipe dos peripatéticos — Aristóteles de Stagira. Além disso, parece que o pensamento embutido num sistema específico e notável de filosofia é didáctico. Visto desta forma o método de filosofar pode ser considerado um tipo de exercício intelectual, permitindo que os estudantes de filosofia conheçam em profundidade o sistema conceptual e a interpretação do texto filosófico, tão enormes dentro dum sistema. Nesta base, também é possível discutir e até resolver mesmo os problemas actuais. Ou seja, aqueles que estão sempre actuais ou que remetem para as perguntas finais.

Finalmente lembra-se que a escolástica medieval e renascentista desenvolveram não em vão uma argumentação filosófica verdadeiramente pró e contra, e o método silogístico de provar, no qual a definição tem um significado essencial. No final da argumentação coerente aparece axiomata, quer dizer, o conjunto de definições dos termos básicos de um dado sistema.

A prática da filosofia no espírito do aristotelismo e tomismo medieval não conduz necessariamente ao ecletismo, ignorância ou simples repetição. Filosofar no contexto de todos os sistemas filosóficos pode levar principalmente a uma melhor compreensão das coisas e talvez a explorar as causas profundas, os princípios, as verdades da realidade. Tudo isso leva à formação da personalidade e humildade do filósofo teorético.

Sistematização concisa sobre a estrutura de preparação (como começa e como termina):

1. Verificação dos índices de bibliotecas.

2. Verificação dos índices de instituições de pesquisa.

3. Manutenção de correspondência com os representantes dos centros de investigação.

4. Em seguida, busca de bibliografia tendo em conta:

a) temática e conteúdo

b) índice de nomes

c) índices das definições da disciplina que permitam clarificar os conceitos de trabalho dentro de um dado sistema.

Neste contexto convém referir que durante a preparação das várias questões se encontram sempre conceitos desconhecidos, os quais o investigador não teve oportunidade de conhecer até então. Durante a definição e a pesquisa dos índices da disciplina das obras base de dada tradição e escola filosófica torna-se verdade, muitas vezes, que cada um dos termos constitua um problema separado, mesmo que relacionado com um contexto mais amplo. Como já mencionado, o desconhecimento da definição do termo, ou da disputa filosófica, quase sempre resulta em interpretação inconsequente e infringe:

c1. a ordem sistemática da palestra;

c2. a sua clareza dedutiva;

c3. e, finalmente, todo o processo de estudo e interpretação se torna ilegível e as conclusões incorrectas, com base apenas em suposições. Tal descarta, definitivamente, a certeza filosófica.

5. Selecção da literatura necessária, especialmente a original e as criticas complementares.

6. Entretanto, tomada de notas. Aconselha-se apontar cada frase que esteja mais ou menos associada à questão da investigação.

7. Finalmente, uma síntese do material recolhido:

a) Classificação de nomes.

b) Classificação dos conceitos do sistema, que formam um quadro completo do problema.

c) Divisão em segmentos temáticos.

d) Finalmente, a divisão em capítulos, de modo a que todo o material recolhido contenha o tema do estudo.

8. Quanto aos capítulos, a divisão é a mesmo que na criação da ordem da exposição, de forma a a criar um todo coerente em termos de processo da descoberta, ou da justificação de cada tema. Pode-se dizer que a descoberta e justificação se tornam uma e a mesma coisa. Porque a „descoberta” é o mesmo que „descrição”, no entanto „justificação” é o mesmo que explicação. Portanto o estudo filosófico meticuloso é uma retrospecção histórica e ao mesmo tempo é uma análise relativa à descrição-explicação.

Em Português: Metoda rekonstrukcji i interpretacji tekstu filozoficznego (na podstawie zastosowania współczesnych metod egzegezy historyczno-średniowiecznej)

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